Brazão da cidade da Guarda

Judiaria

 

 

 Durante 800 anos que a cidade da Guarda conheceu momentos gloriosos que foram guardados ciosamente na memória dos afectos...Não esquecemos que foi Terra Mãe da Poesia e cantou e consagrou o Amor e a Amizade como valores supremos. "Ai muito me tarda o meu amigo na Guarda..." é o ex-libris a que nos afeiçoamos desde meninos. Aprendido com o calor das vozes que enchem de ternura os tempos de infância, o amigo descobrimo-lo nas pessoas que chegavam à nossa terra e vinham por bem. Mesmo em períodos de intolerância, a Guarda guardou o saber e o sabor da diferença. A avaliar pela documentação escrita a Judiaria da cidade foi fechada, adiantado que ia no século XV.

   Amizades entre Judeus e Cristãos dificultaram o comprimento da palavra do rei. E não ouvimos também contar que a Guarda foi o cenário dos amores célebres da filha do Barbadão, judia linda, com o Mestre de Aviz?

   Oitocentos anos é muito tempo, e a história das cidades, dos povos, tem períodos áureos e outros marcados por uma apagada e vil tristeza. Conhecê-los, divulgá-los, é também importante. Se alguma duvida tivéssemos, o conhecimento do(s) período(s) sem liberdade de pensamento, permitem a opção face ao futuro que queremos construir. Afinal, o caminho da sabedoria traça-se e enriquece-se quando a Fraternidade é o Credo quotidiano.

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